"If I ever allow genuine compassion to be overtaken by personal ambition, I will have sold my soul" - James Nachtwey

21 abril 2007

Por Muito Tentador que Seja...

Não será a expressão "derrotados" demasiado forte?...

19 abril 2007

18 abril 2007

Ainda Bem que Existe Imprensa

De outra forma, como saberíamos nós como é que os ricos gastam e gozam o seu dinheiro?

Eu cá preferia saber como é que os pobres não gastam e não gozam o dinheiro que não têm.
Preferências...

Alguém me Explica...

porque eu não consigo chegar lá?
Porque é que os jornalistas insistem tanto no facto de Sócrates supostamente ter feito um trabalho de inglês numa folha A4? Não é esse o formato normal em que as pessoas fazem trabalhos?...

12 abril 2007

Mais Um Caso de Bom Jornalismo


O Destak tem hoje como tema principal da primeira página a notícia "Doença fatal afecta 16% dos cães de Lisboa e já ameaça humanos". O título, já de si a atirar para o sensacionalista, é completado com uma breve explicação, que mantém o tom. E eis que depois de alertados, abrimos o jornal e nos deparamos com a notícia em desenvolvimento e percebemos que ela teve origem numa campanha que apela à sua prevenção, e que é promovida, adivinhe-se por quem? Pela Scalibor, uma marca representante de produtos que previnem a tal doença.
Não querendo ser desconfiada... os senhores jornalistas não acham que esta notícia (ou a sua promoção) poderá ter por detrás outros interesses que não a mera informação da opinião pública? Mas, o mais grave, é os senhores jornalistas não terem ido ouvir outras fontes que não a tal empresa. Citam às tantas um veterinário (que se supõe também esteja relacionado com a empresa) e no fim diz que "o Instituto de Higiene e Medicina tropical tem realizado campanhas de informação". Ah tem? Então porque não começar por aí? Porque é que a informação provém de uma empresa, em vez de provir de fontes em princípio imparciais e em condições de dar informações correctas relativas a estes assuntos?
Mas tenho a certeza de que a Scalibor agradece essas falhas.

11 abril 2007

"Como Convém Televiver"

In "Portugal, Hoje. O medo de existir", José Gil:

"«É a vida». Esta frase com que o apresentador da RTP termina amiúde o Jornal da Noite dá o tema do ambiente mental em que vivemos. «Dar o tom» significa muito mais do que «sugerir» ou «indicar» uma direcção de leitura. Na realidade, constitui por si só toda uma «visão do mundo» e, mais importante, toda uma visão de nós mesmos, da nossa vida enquanto (tele)espectadores do mundo.
Depois de assistirmos às notícias sobre raptos, assassinatos, acidentes de viação, mortos palestinianos e israelitas, descobertas de centenas de vítimas taliban asfixiadas em contentores no Afeganistão, surge uma notícia que, como uma luz divina, redime todo o mal espalhado pela Terra: nasceu um bebé panda no Zoo de Pequim! O apresentador sorri largamente, pisca mesmo um olho cúmplice aos telespectadores. Depois das imagens de futebol, remata enfim, com um tom sábio: «É a vida!»
É a vida, pois. Que mais quereis? É a vida lá fora, não há nada a fazer, é assim, vivei a vossa com paz e serenidade, não há nada a temer, é lá longe que tudo acontece e, no entanto, estou aqui eu para vo-lo mostrar inteiro, o mundo, ide, ide às vossas ocupações que a vida continua."

Impressão Minha...

ou José Alberto Carvalho parecia mais um inspector da Polícia Judiciária a interrogar Sócrates, do que um jornalista a entrevistá-lo?
Fica a dúvida...

10 abril 2007

O Leitor Invisível

Na imprensa não há audiências. Há tiragens, há números de exemplares vendidos, mas não há maneira de saber quantos leitores leram determinado artigo ou notícia, quantos começaram, quantos acabaram, quantos ficaram a meio. Na televisão é possível saber isto, na imprensa não. Por um lado ainda bem. É um desafio acrescido para o jornalista que escreve, que não fica escravo das audiências, supostamente indicadoras da qualidade do seu trabalho.
Mas há um outro lado de uma certa angústia. Será que alguém vai ler o que escreve? Será que aquele artigo a que dedicou tantas horas vai ser apenas objecto de uma passagem de olhos rápida? O jornalista não sabe quantos leitores vai ter, nem quantos teve nos trabalhos anteriores. Não tem nada que lhe sirva de guia, não sabe se está a escrever para 10, para 1000, ou para 10000. O seu trabalho é apenas um no meio de outros, e reclama atenção e tempo - duas coisas que escasseiam cada vez mais nos nossos tempos.
O jornalista de imprensa não tem normalmente "feed-back" do seu trabalho. Ainda bem. É um desafio constante para fazer sempre melhor. Para cativar aquele leitor que nos escapou da última vez. A angústia de não saber se vamos ser lidos pode levar-nos a escrever melhor.

04 abril 2007

Alarmista? Não!

Há dias foi uma grande reportagem da TVI sobre as viagens de finalistas dos estudantes do 12º ano, agora esta capa da Focus:

Admitamos de uma vez por todas: os adolescentes são a encarnação do diabo!



02 abril 2007

Interessante...

a conclusão deste estudo:
"Internet favorece leitura mais completa da informação"

01 abril 2007

Quando?

Quando é que vai parar a exploração mediática do caso da bebé de Penafiel? Não bastou já de exposição da criança? Não bastou já de violação da protecção da identidade a quem tem direito? Não bastou já de mostrarem as condições de pobreza sublinhadas vezes sem conta?
Não, não bastou. Porque eis que hoje os jornalistas resolvem noticiar que a bebé não está a viver com os pais, mas sim a uns metros, em casa de uma vizinha, porque a casa dos pais está em obras.
Realmente, não fossem os bons dos jornalistas! Que seria das crianças deste país que estão em casa dos vizinhos dos pais que as recuperaram após um rapto?
Exploração. Da pior.

Regras Sagradas do Jornalismo 1

Partir sempre do princípio de que o leitor/espectador/ouvinte não sabe do que estamos a falar. Não é obrigado a saber. Explicar, mesmo que pareça óbvio.
Dar informação, e não guardá-la para nós. Não nos serve de nada, nós já sabemos, e se a transmitirmos alguém pode ficar a saber. Quem já sabe, passa à frente.

30 março 2007

(Foto)jornalismo Hoje

Já foi seleccionada a foto vencedora do Prémio Fotojornalismo VISÃO/BES. A fotografia pode ser vista aqui e é da autoria de Manuel de Almeida, fotojornalista da agência Lusa.
Amanhã, às 16h, no Centro Cultural de Belém, discute-se o papel do fotojornalismo hoje, numa conferência/debate onde figuras consagradas do fotojornalismo vão estar disponíveis para responder às perguntas da audiência.
Uma boa pergunta: qual é o papel do fotojornalismo hoje? A resposta talvez se possa encontrar com outra pergunta: qual é o papel do jornalismo hoje? Essa resposta daria "pano para mangas"...
Mas o fotojornalismo, porque vive da imagem, e só da imagem, tem efectivamente de perceber qual o papel das imagens que produz. O que significa uma foto hoje? Que reacções pode provocar em quem a vê? Tem o papel de chocar? De indignar? De mudar as coisas?
Não percebo nada de fotojornalismo na medida em que não tenho noções técnicas de fotografia. Mas no meu papel de leiga, aprecio e admiro quem o faz. Porque quem fotografa nunca poderá ter um olhar indiferente perante o mundo. E porque de alguma forma quer contribuir com o seu olhar das coisas para o mundo. E admiro especialmente os fotojornalistas que se dedicam aos cenários de guerra. Porque neles ainda é mais precisa essa vontade de dizer algo (muito importante) através de uma imagem.
Em suma, parece-me que o que está em questão quando se discute o papel do fotojornalismo hoje é o poder de uma imagem, assim como quando se discute o papel do jornalismo, se formos ao âmago da questão, está em causa o poder da palavra enquanto elemento base desta profissão. Imagem e palavra são meios essenciais a qualquer jornalista. Nunca poderá prescindir deles. A questão é como os tornar eficazes nos tempos que correm. A questão é se temos de repensar as imagens e as palavras. Porque se elas não chegam aos espectadores, leitores, ouvintes... algo está errado.


28 março 2007

E Portugal Tem um Novo Ministério...

o da Indústria!
Pelo menos foi a informação dada há pouco por uma jornalista da RTP1 ao referir-se a Manuel Pinho...

Coisas Tristes

Carlos Daniel, apresentador do Jornal da Tarde da RTP1:
"Ainda não terminou a triste novela da Universidade Independente"

Caro jornalista:
Não preciso que me diga o que é triste ou alegre.
Não preciso que pense por mim.
A objectividade é um velho mito do jornalismo.
Já a imparcialidade é possível e desejável.
Irrita-me quando um jornalista não resiste a dar a opinião. Porque mesmo que concorde com ela, quero ter o direito de ser eu a fazer os meus próprios julgamentos sobre os acontecimentos que são noticiados.
Sinto-me um pouco menos livre sempre que sinto que um jornalista pensou por mim.

27 março 2007

O Mediador

Vejo o jornalista como uma espécie de tradutor. Desconstrutor. Mediador. Esta última função parece bastante óbvia, uma vez que a sua profissão se insere naquilo a que chamamos os média. Mas a questão é que ela falha, se não existirem as outras duas.
Compete ao jornalista permanentemente fazer uma articulação de linguagens. Por ele passam todo o tipo de campos, do político ao económico, do ambiental ao jurídico. E ele tem de ter competência para lidar com todas estas formas diferentes de falar. E como é que o faz? Obviamente não é especialista em todas elas. Quanto muito pode ser especializado em alguma das áreas. Tem de ter portanto, uma espécie de "dicionário em branco". O que quer isto dizer? Um dicionário seu, permanentemente actualizável, que vai recebendo constantemente conceitos novos, para os quais tem de encontrar significados. É esse o seu desafio diário. É essa, a meu ver, uma das suas principais funções.
E quando um jornalista consegue desconstruir um conceito, a sua função mediadora está cumprida. Passou informação. Tornou-se perceptível. Porque é para um público complexo que ele trabalha, e não para uma elite restrita.
Acho que às vezes (demasiadas vezes) há jornalistas que se esquecem disto.

25 março 2007

Espaços Comunicacionais

Na sua crónica na revista Única do Expresso deste Sábado, José Alberto Carvalho fala daquilo que chama a "egosfera". Começando por dissertar de forma, atrever-me-ia a dizer, quase sociológica sobre a rede social Hi5, relaciona-a depois com o serviço público de televisão.
Diz Alberto Carvalho que o Hi5, outros fenómenos da web social e os blogues enquanto espaço íntimo de escrita evidenciam uma existência de uma "egosfera" que está em confronto absoluto com a experiência de comunicação dos meios tradicionais de comunicação de massa.
Oh Alberto Carvalho, não me leve a mal, mas isso é quase descobrir a pólvora depois da guerra! O espectador/consumidor já não se conforma com aquilo que a caixinha mágica lhe oferece, e em frente à qual fica especado o dia inteiro. As pessoas querem escolher, as pessoas querem ter o seu espaço, o seu próprio espaço comunicacional. E que revolução maravilhosa essa, de termos a possibilidade, cada um de nós, de ter um espaço nosso, em que simplesmente podemos escrever! Ou melhor, termos a liberdade de escrever. Comunicar. Transmitir informação.
O monopólio comunicacional há muito que saiu do campo dos jornalistas. Não vale a pena negar as evidências.

22 março 2007

Aniversário

No País Encantado das Notícias completa hoje dois anos de existência.

21 março 2007

Registo Cómico

Jornalista da RTP, em directo da Costa da Caparica:
"Neste momento as máquinas pararam para almoço"

17 março 2007

O Presente



08 março 2007

A Semana dos Poderosos



03 março 2007

Leituras de Fim-de-Semana

"Aprendi que o trabalho jornalístico consiste na investigação aprofundada dos aparentes factos - e nunca por nunca ser em julgamentos, populares ou elitistas, menos ainda artificialmente criados pelo meio de comunicação em causa. Mas essas regras que aprendi no século passado têm vindo a estoirar - dizem-me que por imperiosas necessidades de sobrevivência. A tabloidização incessante de jornais e revistas cheira-me ao triste esturro dos bombistas suicidas: pode ser que cheguem ao céu, mas o que se vê cá na Terra é um strogonoff de carne humana, lagos de sangue e destruição. Um dia a imprensa entenderá que a automutilação e a tentativa de clonagem do pior da televisão leva à morte - espero que ainda consiga entendê-lo antes que acabem todos os jornais e revistas"

Inês Pedrosa, in "Crónica Feminina", Revista Única 3 Março 2007


"Quando escrevo um texto penso na minha avó e na forma como lhe explicaria aquilo que preciso de relatar"


Sandra Pereira, apresentadora do Jornal da Tarde da RTP 1, in Revista Única 3 Março 2007

02 março 2007

Sobre o Futuro do Jornalismo

Neste blogue fala-se, e critica-se, o jornalismo desempenhado actualmente, assim como os meios que o transmitem. Não costumo referir aquilo sobre o qual até estaria em condições de falar melhor, porque testemunho presencialmente: o futuro do jornalismo, as próximas gerações, nas quais eu espero incluir-me. Faço-o hoje, porque nos últimos tempos tenho visto, entre as pessoas que se candidatam ao lugar de futuros jornalistas, atitudes que me preocupam verdadeiramente. Mas também vi, felizmente, atitudes que me fazem acreditar que há lugar para um jornalismo rigoroso e honesto. Pena estas serem uma minoria.
Pena (é verdadeiramente preocupante) que haja pessoas em cursos de Ciências da Comunicação (comunicação social, jornalismo, seja o que for), que não gostam de jornalismo. Gostam de notas, gostam de médias, e não olham a meios para os alcançar. Mesmo que para isso pisem os outros, mesmo que para isso sejam desonestos. Mas mais preocupante que isto, ou igualmente preocupante, é haver professores, jornalistas com muitos anos de carreira (e que o bradam constantemente aos quatro ventos, como se isso fosse prova da sua competência) premiarem estas pessoas, em vez das que trabalham honestamente. Eles próprios enriquecem o ego à custa da tão famosa "graxa" desses alunos. É um ciclo vicioso.
Preocupa-me. Porque quem já é desonesto mesmo no meio universitário, de certeza que vai ser na sua profissão. E provavelmente, são estes que vão conseguir emprego mais rapidamente.
A minha admiração e felicitação vai para os resistentes que não se deixam enredar por teias e caminhos desonestos, e encarnam aquilo que é a essência do jornalismo. É do trabalho destas pessoas que todos nós, todos vós, enquanto tele-espectadores, leitores, ouvintes, precisam.


01 março 2007

O Pregador Sem Acento

Ouvi há pouco o pivot do Jornal da Tarde da RTP dizer que Al Gore anda a "pregar sobre o aquecimento global". Não quereria o jornalista dizer antes pr(é)gar?

Uma Nova Visão

A partir de hoje, a Visão anuncia uma revista remodelada:

26 fevereiro 2007

Ideia

Mais do que uma média aritmética, a paixão devia ser requisito obrigatório para quem quer ir para jornalismo.
Nem sempre uma corresponde à outra.

24 fevereiro 2007

Como no Futebol...

transferem-se os "jogadores" de umas "equipas" para outras:

23 fevereiro 2007

Apontamento

"Nós os jornalistas, de tanto convivermos com o poder, temos, por vezes, uma percepção errada sobre o nosso estatuto: mas não somos profissionais liberais; somos trabalhadores por conta de outrem, muitas vezes em situações precárias e sempre sujeitos a uma imensa competição, numa profissão a que se chega quando alguém nos contrata para exercê-la"

3º Congresso dos Jornalistas Portugueses, 1998

Confesso a minha ignorância...

eu não sei o que é a famosa "desblindagem dos estatutos" referida quase sempre que se fala no assunto da OPA/ SONAE/ PT.
Será que há mais cidadãos portugueses ignorantes como eu?

Mais um Anúncio Interessante na Área do Jornalismo

"jornalista

Precisa-se de Jornalista/Repórter.

Licenciado com curso superior ou com experiência comprovada mínima de 2 anos.

O elemento irá fazer parte de um projecto inovador.

As funções serão referentes a reportagem edição.

Dá-se preferência a candidatos do sexo feminino. "

22 fevereiro 2007

Não percebo...

porque é que certos jornalistas desportivos continuam a usar a expressão "constelação de estrelas" para se referirem a uma equipa de futebol.
Será que ninguém se apercebe da redundância?

21 fevereiro 2007

Coincidência de Imagens







20 fevereiro 2007

Interessante

A capa da última "Time":

19 fevereiro 2007

Ainda um Comentário...

sobre o anúncio do post anterior. Para além do requisito de "saber nadar", que achei deveras cómico, faz-me confusão estes "jornalista/ redactor/funcionário de agência de comunicação/sabe-se lá o quê".
Um jornalista não é um mero redactor. Mal estamos quando assim é. E também não é um técnico de relações públicas, ou funcionário de agência de comunicação.
Sem desprestigiar quem desempenha esses trabalhos, eles não são jornalismo. O jornalismo exige saberes específicos, como qualquer outra profissão. Daí que não consiga perceber como é que pessoas sem terem essa formação podem aceder à profissão. Esta questão foi recentemente lançada no blogue "Mais Jornalismo", onde o debate permanece aberto.

Alguém me Explica?...

"jornalista / redactor (estágio)

Agência de Comunicação Procura Jovem Dinâmico e Criativo para Projecto Editorial

Se gostas de desafios, sabes nadar e procuras uma oportunidade para mostrar o que vales, arrisca e envia o teu currículo!

Requisitos:
Licenciatura em Jornalismo / Ciências da Comunicação / Comunicação Social
Criatividade e Dinamismo
Capacidade para trabalhar sob stress
Disponibilidade para deslocações
Disponibilidade para trabalhar com horário flexível e por vezes ao fim-de-semana"

17 fevereiro 2007

12 fevereiro 2007

Uma abordagem diferente...

do tema de que hoje todos os jornais falam:

Quem dá menos?

Pode ler-se num anúncio no site Carga de Trabalhos:

"jornalista / repórter
Admite-se Jornalista / Repórter com aptidão para escrever fluentemente e experiência na captação e edição de imagens em vídeo.Serão seleccionados apenas os candidatos que indicarem o ordenado pretendido."

Só os que indicarem o ordenado pretendido? Para quê? Para verem quem pede menos?


Boas-vindas...

ao novo Público:

09 fevereiro 2007

Questão Jornalística

Até que ponto um jornalista é dono do seu texto?

08 fevereiro 2007

Tempo menos Mau no Jornalismo

Mau tempo no Jornal -http://mautemponojornal.blogspot.com/
Um novo blogue, escrito por um jornalista, que vale a pena visitar.

17 janeiro 2007

Questões

O jornalismo actualmente cumpre a sua missão social?
Qual o contributo do jornalismo para a sociedade?

15 janeiro 2007

06 janeiro 2007

É Diário
É Desportivo
É Gratuíto
Pode ler-se em vários painéis publicitários espalhados por Lisboa
É gratuito ou é grátis? É grátis ou é de borla?
Pode ser tudo isto.
Mas gratuíto é que não é, de certeza.

31 dezembro 2006

Jornal Mais Antigo Vai Deixar De Ser Impresso

"Jornal mais antigo cessa impressão"

Bom Ano Novo

Que 2007 seja um ano cheio de boas notícias!

30 dezembro 2006

Proposta de Leitura

25 dezembro 2006

Parabéns

à RTP, pelas reportagens que tem apresentado nesta quadra natalícia, a mostrar outros Natais: com fome, com guerra, ou simplesmente com solidão.
Destaque para a reportagem de Noé Monteiro, do Chade.
A meu ver, é este o verdadeiro serviço público.
E porque também vale a pena destacar aqueles que trazem encanto a este País das Notícias, aqui fica a nota positiva.
O jornalismo devia ser mais assim.

23 dezembro 2006

Porque é preciso arriscar...

mudar, e inovar, No País Encantado das Notícias está agora com uma nova cara.
Menos cor-de-rosa, mas não totalmente cinzento. Com os mesmos conteúdos de sempre.
Espero que gostem das mudanças.
Um Natal muito feliz para todos os leitores do blogue!

21 dezembro 2006

Semelhanças...






20 dezembro 2006

19 dezembro 2006

A Questão Fundamental do "Apito Dourado"

Grande dúvida jornalística, transmitida há pouco pela SIC Notícias: Pinto da Costa festejou ou não a vitória da Grécia no Euro 2004.?
Um grupo de jornalistas, reunidos à volta de Gilberto Madaíl, tenta apurar esta importante questão.
Que interessa se o homem é corrupto ou não? Isto sim, é uma questão de maior importância!

A Imaginação dos Publicitários não Tem Limites...

18 dezembro 2006

Má Informação

O Presidente da República iniciou hoje um roteiro de inclusão relacionado com a deficiência.
Tendo eu feito há pouco tempo um artigo sobre surdos, e sabendo que a escola de surdos mais antiga de Portugal (o Instituto Jacob Rodrigues da Casa Pia) seria um dos pontos de passagem de Cavaco, fiquei naturalmente curiosa para saber como os telejornais abordariam o assunto.
Infelizmente, abordaram exactamente como esperava: mal. Pelo menos no caso que vi, o Telejornal da RTP, resumiu-se a um directo do Instituto, no qual tivemos oportunidade de ouvir o jornalista relembrar-nos que ali se tinha passado um escândalo (na Casa Pia em geral, nem no Instituto em particular), ao que se seguiram questões colocadas ao Presidente, imagine-se sobre o quê? Isso mesmo, o escândalo da Casa Pia! Só no fim um jornalista mais iluminado (?) se lembrou de colocar uma pergunta sobre as recentes medidas do governo em relação aos cidadãos com deficiência. E mesmo essa, muito geral.
Conclusão: nada. E é este nada que contribui para assuntos como a deficiência continuem a ser tão mal tratados na sociedade. Porque são mal tratados pelos media. E os media são essenciais para a formação da opinião pública. Convençam-se disso. E comecem a trabalhar a sério. E a perceber que quando estão numa escola de surdos, o simples facto de terem feito uma pequena história da instituição, ou de terem falado com a directora, teria feito uma grande diferença. E não se desculpem com a falta de tempo. Há é falta de informação. Dos jornalistas. Que se acham no direito de informar os outros.

10 dezembro 2006

Outonos Amenos Pouco Amenos

Notícia SIC:

"Outono Ameno

Pelo menos até terça-feira, vai-se a chuva e vem o frio. As previsões apontam para temperaturas muito baixas no interior norte. No resto da Europa, este é o Outono mais quente dos últimos anos e por isso as férias na neve estão ameaçadas"


A SIC fala-nos de um "Outono Ameno". Mas depois diz que o frio vem aí. Depois fala da situação no resto da Europa, e nas temperaturas que Portugal tem registado até agora.Mas está, no mínimo, confuso. Porque a informação do título deve corresponder à principal informação da notícia. E porque ainda se arriscam a que quem lê ou ouve a notícia, julgue que está a ser vítima de alguma brincadeira quando lhe falam de "outonos amenos" com chuva e frio...

09 dezembro 2006

A Personagem Mistério

O DN tem hoje online uma entrevista com alguém que, ao que parece, afirma que "Marques Mendes não tem causas nem carisma". Isto depreendo eu, porque a afirmação nem sequer vem entre aspas.
Falta também outro pequeno pormenor: não surge o nome do entrevistado. Alguém me ajuda a perceber quem é? É que não vejo mesmo...

08 dezembro 2006

"O Sangue dos Outros"

Um texto de Rodrigo Guedes de Carvalho, hoje no Expresso.
Vale a pena ler.

06 dezembro 2006

Informação de Serviço Público

Para o Caso de Alguém Ainda Não Ter Percebido...

O metro retoma o tema dos jovens mandriões, desta vez referindo-se-lhes como "universitários".E para o caso de não ter MESMO percebido... Repete no interior o que diz na primeira página:
http://www.metropoint.com/ftp/20061206_Lisbon.pdf

04 dezembro 2006

E Por Falar Em Coisas Incompreensíveis...

Deixo aqui o link para um texto de Miguel Gaspar no Diário de Notícias de hoje: E que tal descodificar?
Levanta uma questão que me parece pertinente e interessante.

Acata... Quê??

No Telejornal da Sic Notícias, oiço o pivô falar em "medidas acatatórias".
Está decidido, é desta que vou comprar um dicionário novo.

A Gente Descobre Cada Coisa...

Desde ontem que estamos a ser presenteados pelos nossos media com uma notícia incrivelmente surpreendente: os jovens saem cada vez mais tarde de casa dos pais! Veio esta notícia inédita no decorrer de um estudo efectuado pelo Governo.
Ainda bem que avisam, porque tenho a certeza de que ainda ninguém tinha chegado às conclusões que esse estudo apresenta. Ninguém ainda se tinha apercebido de que os jovens são dependentes dos pais até cada vez mais tarde, que arranjam emprego cada vez mais tarde, que vão, em suma, à sua vida, cada vez mais tarde.
E para acompanhar um estudo revelador, nada melhor do que notícias reveladoras. Não vá alguém estar distraído. E vá de colocá-las na capa. E de lhes dar grande destaque.
Eu sei que é segunda-feira, mas... não havia mesmo nada de novo a dizer aos leitores?...


"Big" Primeira Página

03 dezembro 2006

"Show, Don't Tell"

"Show, don't tell". Mostra, não digas. Máxima jornalística que defende que o jornalista, mais do que guiar o espectador, ouvinte, leitor, para aquilo que deve pensar ou sentir sobre o assunto que está a ser apresentado, lhe deve, simplesmente, mostrar.
Nem sempre é fácil escapar à transgressão desta máxima. E quando estão em causa os temas de interesse humano, ainda mais há o perigo de incorrer nela.
Dou como exemplo deste fenómeno que vejo acontecer não raras vezes no jornalismo, a reportagem que passará hoje na SIC, sobre pessoas que sofrem de paralisia cerebral. Ao ler na SIC online o resumo da dita, deparo-me com um entusiasmo natural do jornalista que a fez. No entanto, quando esse entusiasmo passa a ser quase que uma "lição de moral", ou uma antecipação de qual vai ser a reacção do espectador, a mim coloca-se um problema: é que o jornalista já pensou por mim. Já concluiu o que aquilo me vai mostrar. Então, à partida, já estou limitada na recepção da reportagem.
Deixo, para ilustrar o que expus, o último parágrafo do resumo:
"São pessoas como estas, que nos remetem para a nossa verdadeira dimensão, que lhes quero apresentar no domingo, na Grande Reportagem, “O Triunfo da Vontade”, logo a seguir ao Jornal da Noite. Aposto que não lhes vai ficar indiferente"
Quem estiver interessado, pode ler o resto no site da SIC.
É claro que, independentemente disto, a reportagem em causa poderá ser (e assim o espero) um excelente trabalho jornalístico. Que não deixe indiferente quem a vir. Mas pelo que mostrou, e não pelo que disse.

01 dezembro 2006

Grande (?) Entrevista

Confesso que não percebi muito bem o propósito da Grande Entrevista de ontem. O programa de Judite de Sousa, conhecido por entrevistar figuras públicas de alguma importância, políticos e não só, sempre que eles tenham algo importante a dizer em determinada altura, escolheu ontem um especialista para falar do tema da Anorexia.
A Anorexia, que infelizmente voltou a estar nas "bocas do mundo" devido a mortes recentes, tem sido nas últimas semanas tratada pelos media, quer seja em notícias, quer em reportagens. Parece-me bem. Mas ontem, na Grande Entrevista, apareceu como uma "carta fora do baralho".
Senti que não acrescentou nada à informação que já tinha sido veiculada sobre o tema. Sim, era um especialista que estava ali a falar, pelo que percebi com grande experiência na área. Mas Judite também não "puxou" muito por ele, quase reduzindo a entrevista a uma conversa de café, parecendo que buscava mais respostas para as suas próprias dúvidas sobre o tema, do que o esclarecimento mais profundo dos telespectadores.
Questões até um bocado inocentes como: "Acha que o mundo da moda está mais susceptível ao aparecimento de casos de anorexia?".
Pelo meio, foi introduzida uma reportagem, que também não acrescentou nada de novo, apesar de Judite ter sublinhado que a colega "se tinha esforçado imenso para fazer o trabalho". Houve ainda uma intervenção em directo de uma anoréctica em recuperação. Pareceu-me ter sido esta a melhor parte.
Quando terminou o programa, uma sensação de vazio e ao mesmo tempo desilusão. Esperava mais de uma Grande Entrevista.

26 novembro 2006

Uns são mais que Outros?

Em http://papiro.blogs.sapo.pt/ e em http://bloguitica.blogspot.com é levantada a mesma questão sobre o acidente que vitimou quatro portugueses no Chile, e nomeadamente o tratamento do assunto nos media.
Parece-me, sem dúvida, uma questão pertinente.

Links enviados por: Fernando Brandão

O Primeiro Contributo

É com todo o prazer que dou início ao contributo dos leitores neste blogue.
O post que se segue foi indicado pelo leitor Fernando Brandão.

22 novembro 2006

Ainda os Títulos...

Quem está barricado? Rui Teixeira?

Um exemplo de como um título menos feliz pode gerar confusões.

Exercício Jornalístico

Aproveitando a ideia dos exercícios de uma das cadeiras do curso, No País Encantado das Notícias desafia os leitores...

A sugerir um título melhor para esta notícia. E deixa no ar as perguntas: acham que é um título claro? Seria suficiente para ficarem a saber do que a notícia tratava? Acham que traduz o tema mais importante na notícia?

Desafio aberto a todos os que quiserem participar!

19 novembro 2006

Ainda bem que Avisam...

"Serial killer tem a casa à venda"

Vejam bem esta oportunidade de negócio!
Segundo o Correio da Manhã, o apartamento está "equipado com vidros duplos", "fica situado numa zona calma" e tem "garagem individual".
E ainda dizem que os jornais não prestam serviço público...

17 novembro 2006

No País Encantado das Notícias desafia os seus leitores...

a participarem no blogue!

A partir de hoje estará a funcionar um endereço de e-mail (nopaisencantadodasnoticias@sapo.pt) para o qual poderão enviar as vossas próprias críticas. Artigos, gaffes jornalísticas, capas de jornais absurdas... enfim, tudo o que achem que poderia ter lugar neste País Encantado das Notícias.

As matérias serão depois publicadas com o nome do respectivo contribuidor.

Para o mesmo endereço poderão ainda ser enviadas sugestões e tudo o que acharem pertinente acrescentar sobre este espaço.

nopaisencantadodasnoticias@sapo.pt, um mail ao vosso dispor.

13 novembro 2006

Publi (quê?)

A edição de hoje do Destak traz, numa página, aquilo que chama de "Publireportagem".
Pára tudo. Pausa para pensar. Querem ver que se esqueceram de me ensinar isto no curso de Ciências da Comunicação? Revejo rapidamente os tipos de reportagem. Os géneros jornalísticos.
Não. Definitivamente não. Não reconheço este género híbrido. É publicidade, não é reportagem. É reportagem, não é publicidade. Tenham paciência. Não corrompam o jornalismo mais do aquilo que já está.
A tal "publireportagem" consiste num texto sobre os benefícios da soja. Adivinhem qual a base do produto que publicita (perdão, que jornalisticamente reporta)? Isso mesmo, a soja!
Vou anotar no meu bloco de notas este novo género jornalístico. Na lista das coisas a nunca fazer.
Já agora, quem escreveu a reportagem? Um jornalista? Resposta afirmativa, é grave. Resposta negativa, é grave na mesma. Não há ponta por onde pegar nisto.
Ora aqui está uma notícia importante para a nação.
Quem é que, comprando o seu jornalito logo pela manhã, não espera encontrar escarrapachada na capa a crise do negócio da roupa?

Preconceitos à parte, acho que há que reconhecer no Correio da Manhã os méritos, quando eles existem. Reconheço que é este jornal que muitas vezes traz assuntos relativos aos "buracos" das políticas do governo na capa. Reconheço que muitas vezes é bastante informativo, apesar do tom mais "leve" com que aborda os assuntos. Mas, por favor, podiam deixar-se destas capas?... Será que não havia mesmo notícia melhor para ocupar o lugar da manchete? Custa-me a acreditar...

O Regresso

Quando quase sete meses depois de termos terminado um blogue, vemos que ainda há quem nos deixe comentários a pedir que continuemos, não podemos ficar indiferentes...
Tal como não me foram indiferentes todos os outros comentários aqui deixados ao longo deste tempo. Duvido que mereça todas as palavras de apreço e elogio que foram dirigidas ao conteúdo deste blogue. Agradeço-as no entanto. Mesmo muito.
Apesar disso, durante muito tempo não foram suficientes para me levar a continuar este projecto. Volto agora, porque é agora que vejo que pode continuar a fazer sentido. Porque sinto agora vontade de continuar. Não foi afinal definitivo o fim.
A vocês, que me incentivaram a prosseguir, mesmo quando não tinha vontade, peço-vos que me ajudassem agora a ressuscitar este blogue. Com o vosso contributo. Os vossos comentários. As vossas opiniões sempre bem-vindas.
Desde já, aos que aqui regressam, sejam bem-vindos de novo!

14 abril 2006

The End

Hoje escrevo aquele que será o último post deste blogue.
Tão naturalmente como decidi iniciá-lo há cerca de um ano atrás, sinto agora que chegou a altura de lhe pôr um ponto final.
Este blogue começou sem um destino claramente traçado, isto é, sem grande regras e objectivos fixos. Mas pretendia ser um espaço de crítica e reflexão sobre os meios de comunicação social. Um espaço onde eu, ocupando duplamente o papel de consumidora dos media e futura profissional dos mesmos, pudesse partilhar as minhas reflexões, espantos, às vezes indignações com o que se passa nesta área.
Com algumas paragens e hesitações pelo meio, o blogue foi seguindo o seu caminho, e julgo que cativando alguns leitores fixos. Foi muito gratificante ver que havia quem gostasse de visitar este cantinho, e quem se espantasse, indignasse e reflectisse também.
Hoje, um ano e pouco depois de ter iniciado este projecto, sinto que chegou a altura de o terminar. De dizer adeus, ou até à próxima (quem sabe se se seguirão outros projectos...)
Só me resta agradecer aos amigos que me apoiaram e que me incentivaram a continuar. A todos os que se foram tornando frequentadores assíduos deste blogue. Aos que gostavam de vir dar uma espreitadela de vez em quando. Aos que o enriqueceram com comentários construtivos. Enfim, a todos os que me ajudaram a construir este projecto, porque afinal nada disto faria sentido se estivesse a escrever só para mim.
A todos muito obrigada! Espero que tenham apreciado boas viagens neste "País Encantado das Notícias"!

07 abril 2006

Um Assunto de Interesse Nacional...

06 abril 2006

A Sempre Imaginativa "Focus"


Interessante, esta capa da Focus... O título "acusados de pornografia" central, a letras bem vermelhas. Lemos em cima que se refere aos actores de "Morangos com Açúcar", mas aparece no meio das fotografias de Paes do Amaral e Balsemão...
O leitor menos avisado, à primeira vista até podia confundir as personagens... É que com os "morangos" tão escondidos lá atrás...

05 abril 2006

Futebol (?) e Constituição

Dia de grande jogo. Já se sabe como o país vibra com o futebol. Já se sabe o espaço (muitas vezes criticado por ser demasiado) que este ocupa na agenda mediática...
Mas quando oiço de manhã, na Antena 1, uma edição especial emitida a partir de Barcelona, em que as entrevistadas são portuguesas que trabalham e vivem em Barcelona, a falar das suas vidas e das suas experiências naquela cidade, questiono-me realmente até que ponto chegámos. Qual o interesse daquilo? Qual a relação com o jogo de futebol?
Segue-se, na mesma estação, a "Antena Aberta", habitual fórum de opinião dos ouvintes. Oiço que o tema hoje é a Constituição Portuguesa. Perguntam aos ouvintes coisas como: Acha que a constituição está bem como está? Acha que devia haver alterações? Quais? Não tive oportunidade de ouvir as intervenções, mas quase que podia adivinhar que a maior parte das pessoas não tinha grande coisa a dizer... Ou pelo menos não sabia o que estava a dizer. Porque, sejamos razoáveis, será que a maior parte do povo português tem assim um conhecimento tão profundo da Constituição, que se possa pronunciar sobre estas questões? Não querendo subestimar os conhecimentos dos portugueses, tenho as minhas dúvidas...

Algo Está Errado...

Há algo de errado com este título...

Já descobriu o que é? Pois é, trata-se de uma notícia que vem hoje no Público sobre o julgamento do caso de Vanessa... Pois, Vanessa, e não Joana!!

03 abril 2006

"E Que Tal Vender Uns Jornalitos?"

Parece inegável que hoje o papel da imprensa está longe de ser aquele que era há anos atrás. E muito menos aquele que era há décadas. A quebra acentuada das vendas de jornais vem sustentá-lo.
Um texto de Miguel Gaspar, publicado hoje no Diário de Notícias, vem dar mais um contributo para a refexão sobre o papel da imprensa nos dias de hoje: "E que tal vender uns jornalitos?"

31 março 2006

Sem comentários...

Na edição de ontem do Destak:

30 março 2006

Apocalipses...

O Diário de Notícias publica hoje um texto de opinião de Ruben de Carvalho. Sob o título "Apocalípticos e Integrados", continuação de um texto publicado na passada quinta-feira, Ruben de Carvalho expõe a sua preocupação em relação à diminuição do índice de leitura de jornais, e à transposição do conteúdo dos jornais, para edições online.
Na sua opinião, esta transposição "é insuficiente do ponto de vista cultural", por razões que expõe ao longo do texto. Só não apresenta soluções. Não concebe alternativas para resolver aquilo que considera ser um discurso jornalístico predominantemente "monocórdico"... Quais seriam então os caminhos a adoptar pelas edições online? E será que são assim tão monocórdicas? E será que as tecnologias, com todas as potencialidades que oferecem, não têm capacidade de introduzir novidade? Serão insuficientes do ponto de vista cultural? Ou será que oferecem um outro ponto de vista cultural?
Ficam as questões...

27 março 2006

A Realidade Apresentada Pelos Media: Um caso Específico

Nos últimos dias, as notícias do regresso forçado de milhares de portugueses emigrantes no Canadá, têm enchido páginas de jornais e preenchido largos minutos de telejornais.
Mas parece-me que neste, como noutros casos, para lá da exposição emotiva da problemática em causa, fazia falta uma análise mais fria, fazia falta que se colocassem algumas questões que não vejo ser colocadas...
Pelo menos eu, enquanto consumidora de informação, não me sinto totalmente informada em relação ao que está em causa. Só sei que de um momento para o outro temos um enorme drama de milhares de pessoas a serem forçadas a regressar em pouco tempo de um país no qual estavam há vários anos, onde tinham uma vida feita, tinham carro, casa, etc. Muito bem. Mas não sei quais as razões que os levaram a estar ilegais durante tanto tempo; não se legalizaram porque não queriam? Porque não puderam? E já agora, qual é a lei de imigração no Canadá? Obviamente que não poderia ser exposta de forma exaustiva, mas se calhar não ficava mal um breve resumo dos principais requisitos para a legalização naquele país... Eu não sei quais são, e calculo que a maior parte das pessoas não saiba...
Os media supostamente têm também a função de ajudar a compreender a realidade, de explicar, em determinada situação, aquilo que está em causa. Mas o que se vê, muitas vezes, é que procuram mais o espectáculo e a dramatização do momento, do que se preocupam em que a opinião pública perceba o que está em causa. E depois de todo aquele "calor" do momento, de repente tudo desaparece, já não vende, já cansa, cai no esquecimento. E nós ficámos sem saber o que realmente estava ali em questão.
Às vezes tenho dúvidas se isto será realmente informação...

Semelhanças...

Não deixa de ser interessante quando as edições de dois jornais parecem ser em parte uma fotocópia uma da outra... A foto devia ser mesmo muito boa...






25 março 2006

"Todos a Dormir"?

Será que os jornalistas deveriam seriamente repensar a sua profissão?
"Todos a dormir", um texto do Director de Informação da SIC, coloca questões relativas ao papel actual do jornalista, e defende que os jornalistas precisam de repensar a sua profissão "antes que alguém o faça por eles".

Um Projecto Interessante

A Velha Questão da Ordem

A questão da existência de uma Ordem dos Jornalistas, voltou a estar em cima da mesa, após declarações de Emídio Rangel, no 5º Congresso de Jornalismo Social da CAIS.
A verdade é que, no que diz respeito a este assunto, as opiniões dos jornalistas continuam a dividir-se. Sabe-se porém que a posição dominante é desfavorável à constituição desta Ordem.
Parece-me, no entanto, uma questão para reflectir: há quem defenda que uma Ordem dos Jornalistas podia ser o caminho para uma determinação mais clara daquilo que é o Código Deontológico da profissão, e assegurar um melhor desempenho e responsabilização dos profissionais do jornalismo. Mas também há quem se oponha, e nomeadamente quem conteste o carácter de obrigatoriedade de inscrição na Ordem. Será que o problema está no individualismo inerente à profissão de jornalista?
Deveriam os jornalistas, a par com outras profissões, estar organizados numa Ordem? Resultaria isso na prática? E, parece-me a questão mais importante: resolveria os principais problemas que afectam esta profissão?

22 março 2006

Um Ano

No País Encantado das Notícias completa hoje um ano de vida.
A todos os que ao longo deste ano foram visitando e comentando neste blogue, o meu obrigado.

21 março 2006

Provedores

O sociólogo Paquete de Oliveira foi convidado pela administração da RTP para ocupar o cargo de provedor do espectador.
Por definir, está ainda o nome do provedor dos ouvintes, na rádio.
E falta saber também quando entrarão em funções os dois provedores...

17 março 2006

Descubra As Diferenças...


12 março 2006

Só Faltava Esta...

Para além de tudo o mais de que os jornalistas já são acusados, o governo dos EUA quer agora acrescentar algo novo: invocou uma lei com 90 anos, para, apoiando-se nela, julgar os jornalistas por espionagem.
Isso mesmo, nem mais nem menos.
Cuidado, eles andam aí, esses jornalistas espiões...

11 março 2006

E Pelos Vistos Há Mais Quem Não Tenha Percebido

Parece que não fui a única a não entender muito bem onde Júlio Magalhães queria chegar com o seu "Em legítima defesa!". Ou dizendo de outra maneira: houve mais quem chegasse às mesmas conclusões...
No site do Clube de Jornalistas, JAG escreve, sob o título "Comentário Cabalístico", na secção Registo, um comentário ao texto de Júlio Magalhães.

10 março 2006

Defesa de Quê?...

O jornalista Júlio Magalhães escreve hoje no Diário de Notícias um texto sob o título "Em legítima defesa!", no qual comenta a questão do princípio do contraditório suscitada pelos comentários de Marcelo Rebelo de Sousa.
Mas o raciocínio de Júlio Magalhães falha numa coisa: é que no caso da TVI estamos perante um canal privado, e no caso da RTP falamos obviamente do operador público de televisão. Ora, parece-me a mim que este pormenor é bastante importante!
O jornalista questiona porque é que só quando Marcelo saiu para a RTP, se levantou toda a questão do contraditório. Pois, se calhar precisamente por isso, porque se tratava da estação pública, que tem, mais que qualquer outro canal, deveres de assegurar o pluralismo, deveres aliás previstos na lei!
O que este texto acaba por parecer afinal de contas é um veículo de "propaganda" das audiências da TVI, contra as da RTP, e um auto-elogio ao modelo da estação em que trabalha. Sinceramente, não consigo tirar dele mais nenhuma conclusão...

08 março 2006

Informações Um Bocado Trocadas...

O jornal Destak diz hoje, numa notícia breve, que José Ramos Horta é o convidado da Fundação Oriente para uma conferência, no dia 10 de Março, na sede da fundação.
Têm a certeza?... É que eu sei de uma conferência de Ramos Horta nesse mesmo dia, mas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova.
Pormenores...

"Gayola"?

E eis que esta semana, a Focus nos surpreende com um título de qualidade criativa superior:E a criatividade é tanta, que reinventaram o conceito de "sair do armário". Agora é "sair da gaiola", perdão, "gayola". Deve ser influência da gripe das aves...

Será Possível?!

"De bradar aos infernos"- um texto de Acácio Barradas que relata uma situação realmente inacreditável.

06 março 2006

A Importância dos Jornais nas Escolas

O Público trazia ontem uma notícia, na qual dava conta de um estudo realizado na Finlândia, que liga a leitura de jornais às competências de alunos de 15 anos, nas áreas da matemática, literatura e ciências.
O relatório, patrocinado pela associação finlandesa de jornais (o que, por muito que não se queira, acrescenta aqui alguma desconfiança), sugere que o elevado nível de leitura de jornais é um factor que ajuda a explicar que nas duas avaliações feitas até agora, a Finlândia se tenha destacado nas três áreas testadas.
Quase seis em cada dez alunos finlandeses disseram ler jornais várias vezes por semana e 26 por cento várias vezes por mês. Os que se saíram melhor na avaliação, terão sido os que liam várias vezes por semana.
A nível de leitura, principalmente, os alunos demonstraram uma grande facilidade, que os investigadores explicam pelo hábito de ler textos jornalísticos, o que desenvolve as suas competências.
Mas os elevados níveis de leitura de jornais estão também associados a melhores competências em ciência e matemática. Isto poderá explicar-se por, através dos jornais, os alunos tomarem contacto com situações do dia-a-dia.
Por fim, os alunos demonstraram também vontade de prosseguir com os hábitos de leitura.
Conclusão: o relatório sugere que os jornais devem ser valorizados pelas escolas como material de aprendizagem.
Concordo plenamente com esta conclusão! Mas nem quero pensar qual seria o resultado do estudo, se se fizesse um inquérito parecido cá em Portugal...
-"Lês jornais?"
-"Não, não tenho tempo, tenho de ver os Morangos com Açúcar"

03 março 2006

Notícias Com Poder Terapêutico

A jornalista da RTP, Daniela Santiago, lança hoje em livro a sua tese de mestrado intitulada "O Reconforto da Televisão (uma visão diferente sobre a tragédia de Entre-os-Rios)", na qual defende que os media podem ajudar a ultrapassar a dor de uma tragédia.
Não sei até que ponto psicologicamente isso poderá fazer sentido, nem conheço o conteúdo da tese. Mas, por aquilo que me é dado a ler na notícia, parece-me assim uma teoria um bocado "forçada"... Do estilo: Não há problema nenhum se fizemos um péssimo trabalho a cobrir esta tragédia, e se explorámos a dor das pessoas, porque nós, jornalistas, até somos tão bonzinhos, que ajudámos a superar o momento dramático por que aquelas pessoas estavam a passar.
Pode ser uma interpretação errada da minha parte, mas o que temo é que estas teses de cariz psicológico sirvam de escudo para a forma errada como se cobriu este e se venham a cobrir outros acontecimentos dramáticos no futuro.
As notícias podem ajudar a reconfortar as vítimas? Pode ser que sim... Mas que isso não sirva para descansar a consciência dos jornalistas.